Boom de carros 0km: Anfavea projeta 3 milhões de vendas no Brasil com disparada de SUVs e elétricos

Carros 0km avançam no Brasil e podem chegar a 3 milhões em 2026. Veja como SUVs e elétricos impulsionam as vendas e o que observar antes de comprar.

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Equipe Seu Carro Usado

8/17/20264 min read

SUV compacto branco zero-quilômetro rodando em avenida urbana no Brasil
SUV compacto branco zero-quilômetro rodando em avenida urbana no Brasil

O mercado brasileiro de carros novos voltou a acelerar de um jeito que chama atenção até de quem não acompanha o setor de perto. Concessionárias mais cheias, promoções agressivas e uma quantidade crescente de SUVs, híbridos e elétricos mostram que os carros 0km vivem um novo momento no Brasil em 2026.

Em agosto, a Anfavea revisou suas estimativas e apontou que o país pode alcançar a marca de 3 milhões de veículos emplacados no ano. Se a projeção se confirmar, será o melhor resultado da indústria nacional em 12 anos, recuperando um patamar que não aparecia desde 2014. O avanço combina recuperação do crédito, lançamentos e uma disputa cada vez mais intensa entre montadoras tradicionais e novas marcas.

Carros 0km crescem com força de SUVs e elétricos

Os SUVs se tornaram uma das principais explicações para essa expansão. Hoje, os utilitários esportivos compactos e médios representam quase 50% das vendas de automóveis de passeio, mostrando como o perfil do consumidor mudou nos últimos anos. O que antes parecia um segmento específico virou praticamente o centro das estratégias das fabricantes.

Ao mesmo tempo, os modelos híbridos e elétricos começam a ocupar um espaço maior nas concessionárias. Híbridos leves, veículos plug in e elétricos ganham competitividade conforme os preços ficam mais próximos dos modelos tradicionais. A chegada de marcas asiáticas também aumentou a pressão sobre as fabricantes já instaladas no país.

Para atrair o comprador, as campanhas ficaram mais agressivas:

  • descontos que podem ultrapassar R$ 10 mil;

  • condições de taxa zero em até 24 parcelas;

  • abatimentos de até R$ 13 mil em pagamentos à vista;

  • bônus de troca que chegam a R$ 40 mil em alguns seminovos.

Linha de montagem industrial com braços robóticos e montadores fabricando SUVs zero-quilômetro
Linha de montagem industrial com braços robóticos e montadores fabricando SUVs zero-quilômetro

Carros 0km agora precisam entregar mais pelo mesmo preço

A concorrência também mudou o que o consumidor espera encontrar em um automóvel novo. Recursos que até pouco tempo apareciam apenas em versões mais caras passaram a ser vistos como quase obrigatórios. Tecnologia e segurança de série ganharam peso na decisão de compra.

Assistentes de condução ADAS, frenagem autônoma, centrais multimídia e painéis digitais passaram a aparecer com mais frequência nas linhas 2026. Ao mesmo tempo, o mercado enfrenta resistência a aumentos constantes de tabela. Com mais concorrentes, as marcas precisam justificar melhor cada reajuste e oferecer vantagens reais.

Essa pressão atinge também os seminovos. Quanto maior a oferta de carros novos com descontos, maior a necessidade de as lojas valorizarem o veículo usado entregue na troca. É justamente daí que surgem campanhas com bônus de superavaliação, uma estratégia para reduzir a diferença entre o usado do cliente e o novo escolhido.

Grande pátio de distribuição e logística no Brasil repleto de SUVs zero-quilômetro
Grande pátio de distribuição e logística no Brasil repleto de SUVs zero-quilômetro

SUVs, híbridos e picapes lideram a virada de 2026

Entre os segmentos mais disputados aparecem os SUVs compactos de entrada, especialmente na faixa entre R$ 99.990 e R$ 120 mil citada no cenário atual. Essa categoria virou uma espécie de porta de entrada para quem deseja migrar para um utilitário esportivo sem chegar aos modelos de maior preço.

Os híbridos flex nacionais também ganham espaço. A produção local tende a ajudar na redução de custos e reforça o interesse de consumidores que procuram menor consumo de combustível. Já as picapes médias e compactas seguem relevantes graças ao agronegócio e à procura por modelos que atendem tanto ao trabalho quanto ao uso urbano.

Outro fator importante são as vendas diretas. A renovação de frotas de locadoras e empresas representa quase 40% do volume faturado, segundo os números apresentados. É uma participação expressiva e ajuda a explicar por que os emplacamentos conseguem avançar mesmo quando parte dos consumidores ainda enfrenta juros elevados e analisa com cautela a compra.

Comprar carros 0km em 2026 pede atenção à negociação

Para quem pretende comprar um automóvel novo, a maior concorrência pode abrir boas oportunidades no segundo semestre. Só que o desconto anunciado na vitrine não deve ser o único critério. Taxa de financiamento, valor da entrada e custo total do contrato podem fazer uma diferença enorme no preço final.

Quem pretende entregar um seminovo também precisa comparar ofertas. O bônus de troca pode variar bastante entre marcas e campanhas. Seguro, preço das revisões, garantia e custo de manutenção também merecem atenção, principalmente em modelos híbridos e elétricos.

A projeção da Anfavea de 3 milhões de veículos emplacados em 2026 mostra que o mercado brasileiro voltou a ganhar força. Para o consumidor, o melhor efeito desse movimento é a disputa entre as fabricantes. Com mais SUVs, elétricos, híbridos e promoções nas lojas, pesquisar bem e negociar antes de fechar negócio pode fazer toda a diferença.

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