Adeus ao e tradicional? Nova marca registrada pela Honda promete potência bruta e tração integral

Honda registra DualPower eAWD e sinaliza híbridos com mais potência e tração integral. Entenda o que pode mudar nos próximos modelos.

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Equipe Seu Carro Usado

10/1/20264 min read

Honda CR-V Hybrid cinza em vista frontal 3/4 com novo sistema híbrido.
Honda CR-V Hybrid cinza em vista frontal 3/4 com novo sistema híbrido.

A Honda pode estar preparando uma mudança importante em seus carros híbridos. O registro da inédita marca DualPower eAWD no Reino Unido e na União Europeia levantou uma possibilidade interessante: unir a eficiência conhecida do sistema e a uma proposta com mais potência, tração integral eletrificada e capacidade para veículos maiores.

Até agora, modelos como Civic, Accord e CR-V ajudaram a consolidar o e como uma tecnologia voltada principalmente à eficiência. Só que o novo nome sugere algo diferente. Em vez de destacar apenas economia, a Honda parece abrir espaço para híbridos capazes de entregar torque, aderência e desempenho mais forte, especialmente em SUVs.

DualPower eAWD pode abrir uma nova fase

O registro de DualPower eAWD aparece justamente enquanto a Honda revê parte de sua estratégia de eletrificação. Em vez de concentrar todos os esforços em veículos totalmente elétricos, a fabricante japonesa também aposta no aperfeiçoamento dos conjuntos híbridos para seus próximos lançamentos.

E o nome escolhido não parece casual. “DualPower” passa uma ideia clara de força combinada, enquanto eAWD aponta para uma tração integral eletrificada. Caso o conceito seja levado aos modelos de produção dessa forma, teremos uma tecnologia pensada não apenas para reduzir o consumo, mas para atender veículos que precisam de mais força e capacidade.

Três características ajudam a entender a proposta:

  • Motor elétrico traseiro: permitiria controlar a força enviada ao segundo eixo sem depender de uma ligação mecânica tradicional.

  • Mais capacidade: SUVs maiores poderiam ganhar respostas melhores em acelerações, carga e reboque.

  • Apelo de desempenho: o nome DualPower transmite uma imagem mais forte do que a conhecida identificação e.

Honda CR-V Hybrid azul em terreno de terra com proposta de tração integral.
Honda CR-V Hybrid azul em terreno de terra com proposta de tração integral.

Tração elétrica pode aposentar o eixo cardã

Para entender a diferença, vale olhar para a tecnologia usada atualmente. Nos híbridos da Honda, os motores elétricos ficam concentrados na dianteira, enquanto o propulsor a combustão trabalha boa parte do tempo gerando eletricidade e pode se conectar mecanicamente às rodas em determinadas situações.

No Honda CR-V com tração integral, entretanto, ainda existe uma ligação física para transferir força ao eixo traseiro. É justamente aí que o DualPower eAWD pode mudar bastante a arquitetura. A proposta seria instalar um motor elétrico independente atrás, dispensando a tradicional árvore de transmissão.

Além de liberar espaço e eliminar componentes mecânicos, essa solução permitiria controlar com maior precisão o torque enviado às rodas traseiras. Em pisos escorregadios, por exemplo, o sistema poderia reagir rapidamente à perda de aderência. A configuração dianteira também poderia trabalhar em conjunto com motores a combustão mais fortes.

SUV Acura vermelho apresentado em showroom com sistema híbrido e tração integral.
SUV Acura vermelho apresentado em showroom com sistema híbrido e tração integral.

V6 híbrido pode revelar a ambição da Honda

A parte mais interessante aparece quando essa arquitetura é associada aos veículos grandes da fabricante. A Honda já apresentou no Japão um V6 híbrido de 3.0 litros, desenvolvido para aplicações que exigem mais desempenho, capacidade de carga e força para rebocar.

Um dos possíveis candidatos para estrear essa nova geração é o próximo Acura RDX. Modelos maiores, como Honda Odyssey, Pilot e Passport, também se encaixariam na proposta por precisarem transportar famílias, bagagens e enfrentar situações nas quais torque abundante faz diferença.

Isso não significa, porém, que todos esses veículos estejam confirmados com a marca DualPower eAWD. O registro revela uma direção possível para os futuros híbridos da Honda, mas ainda não estabelece oficialmente quais modelos usarão a tecnologia nem quando ela chegará ao mercado.

E o que o DualPower eAWD muda para o Brasil?

No Brasil, talvez o ponto mais interessante não seja exatamente a chegada de um grande V6 híbrido. A Honda atravessa um ciclo de investimentos superior a R$ 4 bilhões no país, prepara novidades como o WR-V e trabalha no desenvolvimento de uma solução híbrida flex nacional.

Uma tecnologia de tração integral eletrificada pode abrir possibilidades interessantes no futuro. Sem a necessidade do cardã tradicional, versões de SUVs médios ou compactos poderiam combinar eletrificação, respostas rápidas e maior capacidade de tração sem repetir toda a arquitetura mecânica dos sistemas convencionais.

A movimentação também acontece enquanto BYD Song Plus e GWM Haval H6 aumentam a pressão no mercado de eletrificados, ao mesmo tempo em que a Toyota mantém modelos como RAV4 e Corolla Cross. Para a Honda, portanto, eficiência talvez seja apenas parte da próxima batalha.

Se o conceito indicado pelo registro realmente chegar às ruas, o DualPower eAWD poderá acrescentar justamente o ingrediente que faltava aos híbridos da marca: mais força e tração integral sem abandonar a eficiência. Mais do que uma nova sigla na carroceria, pode ser o começo de uma fase bem diferente para a Honda.

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