O fim da rádio AM no carro? O motivo real por que fábricas querem tirar o futebol do seu painel

O rádio AM no carro pode desaparecer dos novos modelos. Entenda o motivo das fábricas e como a mudança afeta quem ouve futebol.

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Equipe Seu Carro Usado

7/6/20263 min read

Rádio AM 1400 exibido no painel de um carro com central multimídia.
Rádio AM 1400 exibido no painel de um carro com central multimídia.

Imagine pegar a estrada num domingo, ligar o rádio para acompanhar o jogo do seu time e descobrir que aquela velha frequência simplesmente desapareceu do painel. Parece exagero, mas essa cena pode se tornar cada vez mais comum nos carros novos.

Nos bastidores da indústria automotiva, o rádio AM no carro virou alvo de uma mudança silenciosa. Algumas fabricantes querem abandonar essa tecnologia, principalmente com o avanço dos veículos elétricos e híbridos. E o motivo não é apenas modernizar o painel ou empurrar o motorista para os aplicativos. Existe um problema técnico por trás dessa decisão.

O rádio AM no carro virou um problema técnico

Os veículos elétricos possuem motores, baterias, inversores e diversos componentes capazes de gerar interferências eletromagnéticas. O problema é que esses ruídos podem afetar justamente a recepção das ondas utilizadas pelas emissoras AM.

Na prática, o motorista pode ouvir chiados e interferências que tornam a transmissão bastante ruim. Para evitar isso, as fabricantes precisariam investir na proteção e no isolamento de componentes internos, aumentando a complexidade e os custos de produção.

Diante desse cenário, algumas montadoras enxergam uma saída mais simples: retirar o rádio AM no carro e apostar no FM, nas centrais multimídia e nos serviços de áudio pela internet.

Rádio AM antigo com botões e detalhes cromados no painel de um carro clássico.
Rádio AM antigo com botões e detalhes cromados no painel de um carro clássico.

Sem internet, o motorista pode ficar no silêncio

Para quem vive nas grandes cidades, substituir o rádio por um aplicativo parece fácil. Basta conectar o celular ao veículo e escolher a emissora favorita. Só que a situação muda bastante quando o motorista entra em rodovias e regiões afastadas.

Em muitos trechos do Brasil, o sinal de internet móvel ainda oscila ou desaparece completamente. Nessas horas, o rádio tradicional mostra sua maior vantagem: alcançar grandes distâncias sem depender de pacote de dados ou cobertura das operadoras.

É justamente por isso que o rádio AM no carro mantém uma ligação tão forte com o futebol. Durante décadas, motoristas acompanharam partidas inteiras pela estrada, mesmo longe das grandes cidades. Sem essa opção, ouvir aquele gol decisivo pode depender de uma conexão que nem sempre estará disponível.

Central multimídia com rádio FM instalada no painel moderno de um carro.
Central multimídia com rádio FM instalada no painel moderno de um carro.

O Brasil encontrou outro caminho para as antigas rádios

Enquanto as fabricantes discutem o futuro do AM, o Brasil já passa por uma transformação importante. Muitas emissoras começaram a migrar das ondas médias para o FM em busca de melhor qualidade de áudio e menos interferências.

Como as frequências tradicionais estavam ocupadas em várias regiões, surgiu o chamado FM Estendido, que funciona abaixo dos conhecidos 88 MHz. Esse espaço passou a receber emissoras que anteriormente transmitiam pelo AM.

Por isso, antes de comprar um carro novo ou seminovo, o motorista deve observar alguns detalhes:

  • FM Estendido: verificar se a central consegue sintonizar frequências abaixo de 88 MHz.

  • Conexão com o celular: conferir se o veículo oferece sistemas que permitem acessar aplicativos de rádios e áudio online.

Pode parecer algo pequeno durante a compra, mas faz diferença para quem costuma viajar e não quer depender apenas da internet.

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O rádio AM no carro pode sumir, mas o futebol continua

Os painéis dos automóveis mudaram muito nos últimos anos. Os CDs desapareceram, os botões deram lugar às telas e o celular passou a concentrar boa parte do entretenimento. Agora, o rádio AM no carro pode ser o próximo item dessa lista.

No Brasil, porém, essa transformação envolve algo maior. O rádio faz parte da rotina de quem pega estrada, acompanha notícias e não abre mão de ouvir futebol longe de casa. Por isso, o FM Estendido e os aplicativos devem ganhar cada vez mais importância.

Antes de escolher seu próximo veículo, vale explorar a central multimídia, testar as frequências disponíveis e conferir as opções de conexão. Afinal, ninguém quer descobrir no meio da estrada, faltando cinco minutos para acabar o jogo, que o carro tem uma tela enorme no painel... mas não consegue transmitir o gol do seu time.

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