Quase um esportivo: novo BYD Dolphin Mini salta para 127 cv, tração traseira e porta-malas duplo

Novo BYD Dolphin Mini surpreende com 127 cv, tração traseira, suspensão multilink e dois porta-malas. Confira as principais mudanças.

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Equipe Seu Carro Usado

9/27/20264 min read

BYD Dolphin Mini com capô aberto mostrando o porta-malas dianteiro
BYD Dolphin Mini com capô aberto mostrando o porta-malas dianteiro

O BYD Dolphin Mini que o brasileiro conhece como um elétrico compacto e urbano está prestes a ganhar uma personalidade bem diferente. Na China, onde é chamado de Seagull, sua segunda geração apareceu com mudanças profundas: são 127 cv, tração traseira, suspensão independente e até um segundo porta-malas. Na prática, parece quase outro carro.

E não se trata apenas de uma reestilização para renovar o visual. A BYD mexeu no motor, nas dimensões, no conjunto de suspensão e no aproveitamento interno. Para um modelo que já conquistou espaço entre os elétricos vendidos no Brasil, essa transformação mostra até onde a fabricante pretende levar seu pequeno hatch.

BYD Dolphin Mini agora tem 127 cv e tração traseira

A principal surpresa do novo BYD Dolphin Mini está na mecânica revelada em registros do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China, o MIIT. Sai o conhecido motor dianteiro de 75 cv do modelo atual e entra um propulsor instalado no eixo traseiro, mudando completamente a configuração do compacto.

O novo motor elétrico TZ164XYB, produzido pela divisão Zhengzhou BYD Auto, desenvolve 95 kW, equivalentes a 127 cv. A potência cresceu bastante e, de quebra, o Dolphin Mini passa a contar com tração traseira (RWD). A velocidade máxima oficial chega agora aos 150 km/h.

Essa configuração promete alterar a experiência ao volante. A tração traseira favorece a distribuição das forças durante acelerações e aproxima o pequeno BYD de soluções normalmente vistas em elétricos de categorias superiores. É uma mudança e tanto para um carro que nasceu com proposta essencialmente urbana.

BYD Dolphin Mini de nova geração visto pela traseira em estúdio
BYD Dolphin Mini de nova geração visto pela traseira em estúdio

Suspensão multilink acompanha o salto de potência

Com mais potência e tração nas rodas traseiras, o BYD Dolphin Mini também precisou evoluir onde não aparece tão facilmente. A antiga barra de torção traseira foi substituída por uma suspensão independente multilink, arquitetura capaz de controlar de maneira mais precisa o movimento de cada roda.

A alteração busca melhorar tanto a estabilidade em curvas quanto o conforto em pisos irregulares. Os pneus também ficaram bem maiores: as medidas de 165 mm ou 175 mm da geração atual deram lugar aos 205/60 R16, instalados em rodas de liga leve de 16 polegadas com acabamento diamantado.

Na prática, pneus mais largos significam maior área de contato com o asfalto, enquanto o novo conjunto de suspensão acompanha a proposta mais potente. A expectativa é de melhor aderência lateral, estabilidade em velocidades rodoviárias e comportamento mais refinado em frenagens.

Interior do novo BYD Dolphin Mini com central multimídia e acabamento claro
Interior do novo BYD Dolphin Mini com central multimídia e acabamento claro

Novo Dolphin Mini cresce e ganha dois porta-malas

A mudança do motor para a traseira ainda criou uma vantagem curiosa no BYD Dolphin Mini. Sem o propulsor ocupando a parte dianteira, surgiu espaço para um porta-malas sob o capô, conhecido como frunk. Ali podem ficar cabos de carregamento, mochilas e objetos menores sem ocupar o bagageiro convencional.

O modelo também cresceu bastante e começa a se aproximar de hatches maiores. Entre as mudanças divulgadas estão:

  • 4,205 metros de comprimento, 70 mm além do Geely Xingyuan;

  • 2,65 metros de entre-eixos, com espaço para cinco ocupantes;

  • maçanetas semi-embutidas e difusor traseiro integrado;

  • rodas de liga leve de 16 polegadas;

  • volante de base reta e carregador por indução;

  • tela central flutuante e giratória.

A cabine ainda recebe comandos físicos no estilo toggle, enquanto um aerofólio mais evidente reforça o novo desenho externo. Com dimensões ampliadas, o pequeno BYD passa a ficar mais próximo do irmão Dolphin em porte e oferece uma proposta mais versátil.

Tecnologia deixa nova geração ainda mais interessante

O novo BYD Dolphin Mini também avança na eletrônica. O quadro de instrumentos convencional dá lugar a uma apresentação minimalista, enquanto versões superiores poderão receber o DiPilot 300, chamado God's Eye B, sistema de condução semiautônoma que utiliza sensores LiDAR instalados no teto.

Protótipos flagrados na China também indicam possível compatibilidade com a segunda geração das baterias Blade e com a arquitetura Flash Charging, criada para permitir recargas muito mais rápidas. São tecnologias que podem aumentar consideravelmente o salto entre a geração atual e a próxima.

A reformulação acontece enquanto a BYD enfrenta rivais fortes na China, especialmente o Geely Xingyuan, conhecido como EX2. No Brasil, porém, ainda não há uma data indicada no texto modelo para a chegada dessa nova geração.

Se desembarcar por aqui mantendo esse pacote, o Dolphin Mini terá mudado bastante de personalidade. 127 cv, tração traseira, suspensão multilink e porta-malas dianteiro são características pouco esperadas em um compacto urbano. E justamente por isso essa nova geração promete chamar tanta atenção quando chegar às ruas.

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