Ele não é mais 'mini': Nova geração do Dolphin Mini surpreende com 5 lugares e novo interior
Novo Dolphin Mini cresce para 4,20 m, ganha 5 lugares, 127 cv e interior renovado. Conheça as mudanças da nova geração.
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Equipe Seu Carro Usado
9/25/20264 min read


Esqueça por um momento aquele Dolphin Mini pequeno, essencialmente urbano e conhecido pelas dimensões enxutas. A BYD resolveu mexer bastante na fórmula: a nova geração do Dolphin Mini cresceu mais de 40 centímetros, ganhou cinco lugares, ficou mais potente e recebeu um interior completamente diferente. De “Mini”, pelo menos no tamanho, ele parece ter cada vez menos.
Conhecido como BYD Seagull na China e vendido em outros mercados como Dolphin Mini, Atto 1 e Dolphin Surf, o elétrico teve novidades reveladas por documentos de homologação do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China, o MIIT, além dos primeiros esboços oficiais da cabine. E as mudanças mostram que a BYD pretende levar o modelo além da proposta de simples carro urbano.
Novo Dolphin Mini cresceu e agora leva cinco pessoas
A transformação começa pelas dimensões. O novo Dolphin Mini passou dos antigos 3,78 metros para 4,205 metros de comprimento, um crescimento expressivo de 425 mm. Curiosamente, isso significa que ele agora supera até o Dolphin tradicional, que possui entre 4,125 e 4,150 metros. Na imprensa asiática, a novidade já ganhou o apelido de “Grande Seagull”.
A largura aumentou 95 mm e chegou a 1,810 metro, enquanto a altura avançou 30 mm, alcançando 1,570 metro. Já a distância entre eixos cresceu 150 mm e agora mede 2,650 metros, mudança importante para melhorar o aproveitamento da cabine.
Esse crescimento trouxe uma novidade bastante esperada: a homologação para cinco passageiros, abandonando a configuração de quatro ocupantes presente em algumas versões anteriores. O peso em ordem de marcha informado é de 1.180 kg, enquanto o peso bruto total homologado chega a 1.555 kg.


Interior muda tudo e até o painel de instrumentos desaparece
Por dentro, a mudança é igualmente grande. Os esboços oficiais mostram uma cabine muito mais minimalista, começando pela eliminação do quadro de instrumentos tradicional atrás do volante. A parte superior do painel ficou plana e limpa, ampliando a área visual voltada para o para-brisa.
As informações de velocidade, autonomia e condução ficam concentradas na tela central flutuante, que também reúne as funções da central multimídia. O volante ganhou desenho de dois raios e a antiga alavanca de marchas cilíndrica foi substituída por uma haste seletora posicionada na coluna de direção.
Com isso, o console central ficou mais livre e funcional. Entre as principais novidades estão:
dois porta copos e carregador de celular por indução;
botões físicos abaixo das saídas de ar horizontais;
amplo porta objetos aberto na região inferior;
puxadores convencionais nas portas;
seletor de marchas instalado atrás do volante.
A ideia parece clara: aproveitar melhor o espaço conquistado com o crescimento da carroceria sem transformar o interior em uma cabine cheia de comandos.


Motor agora entrega 127 cv e autonomia chega a 420 km
O novo Dolphin Mini também ficou consideravelmente mais potente. Nas versões registradas, o antigo motor elétrico de 75 cv, equivalente a 55 kW, foi substituído por um propulsor síncrono de ímã permanente produzido pela Zhengzhou BYD Auto. Agora são 127 cv de potência, ou 95 kW.
A velocidade máxima sobe para 150 km/h, ampliando as possibilidades de utilização em rodovias. A bateria continua utilizando células Blade de fosfato de ferro lítio, tecnologia LFP fornecida pela FinDreams.
Serão duas configurações mencionadas nos registros. A bateria de 30 kWh promete 320 km de autonomia no ciclo CLTC, aproximadamente 259 km no padrão WLTP. Já a unidade de 39,2 kWh alcança 420 km no CLTC, equivalentes a cerca de 340 km pelo WLTP.
Outra novidade é a possibilidade de um sensor LiDAR no teto, associado ao sistema de assistência à condução DiPilot 300, conhecido como “God’s Eye B”. O conjunto trabalha ainda com radares dianteiros, laterais e traseiros.
Preço ainda é o grande segredo da nova geração
A mudança chega enquanto o modelo vive um bom momento na China. Segundo os números apresentados, foram 10.103 unidades vendidas em agosto de 2026, crescimento de 13,8% em comparação com o mês anterior.
A BYD, porém, ainda não revelou os preços nem confirmou se o novo modelo de 4,20 metros substituirá completamente o atual de 3,78 metros ou se os dois serão vendidos simultaneamente em posições diferentes.
De qualquer forma, a transformação é enorme. Com cinco lugares, 127 cv, autonomia de até 420 km no ciclo CLTC e opção de LiDAR, o Dolphin Mini começa a buscar também quem precisa de um elétrico para a família. Agora falta descobrir se o preço continuará tão “mini” quanto o nome.
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