Novo motor da Peugeot chega para substituir o famoso PureTech
Peugeot revela novo motor 1.2 turbo que substituirá o PureTech, com menor consumo, mais eficiência e preparado para novas regras de emissões.
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Equipe Seu Carro Usado
3/16/20263 min read


A Peugeot anunciou uma mudança importante para seus próximos carros. A marca revelou um novo motor 1.2 turbo de três cilindros, desenvolvido para substituir o conhecido motor PureTech que equipa diversos modelos da fabricante atualmente.
A novidade não surge por acaso. O novo propulsor foi criado para atender às regras de emissões cada vez mais rígidas, especialmente com a chegada da norma europeia Euro 7. Além disso, a proposta é clara: reduzir consumo de combustível, diminuir emissões de CO₂ e aumentar a durabilidade do conjunto mecânico.
Inicialmente, o motor será utilizado em modelos populares da marca, como o Peugeot 208 e o Peugeot 2008, mas a tecnologia também deve chegar a outros veículos do grupo Stellantis nos próximos anos.
O que muda no novo motor da Peugeot
Apesar de manter a mesma base de arquitetura — um motor 1.2 litro de três cilindros turbo — o novo projeto recebeu diversas melhorias importantes em relação ao PureTech.
Segundo a Peugeot, praticamente todos os componentes foram revistos para aumentar eficiência e confiabilidade. O objetivo é oferecer um motor mais moderno e preparado para os desafios das próximas regulamentações ambientais.
Entre as principais novidades estão:
Novo turbo de geometria variável, que melhora a resposta em baixas rotações
Sistema de injeção de combustível redesenhado, mais eficiente
Funcionamento baseado no ciclo Miller, que melhora o aproveitamento energético do motor
Na prática, essas mudanças ajudam o motor a trabalhar de forma mais eficiente, reduzindo consumo e emissões sem comprometer o desempenho.
Desempenho equilibrado para o dia a dia
Por enquanto, a Peugeot revelou apenas uma versão do novo motor. Nessa configuração inicial, ele entrega:
99 cavalos de potência a 5.500 rpm
205 Nm de torque disponíveis a partir de 1.750 rpm
Mesmo com potência relativamente moderada, o destaque está no alto torque em rotações mais baixas, algo que melhora bastante a dirigibilidade no uso diário.
Isso significa respostas mais rápidas ao acelerar, especialmente em cidade ou em retomadas, sem exigir que o motor trabalhe em rotações muito altas.
Fim do polêmico sistema de correia banhada a óleo
Uma das mudanças mais importantes pode estar justamente em um ponto que gerou críticas ao longo dos anos: o sistema de correia dentada banhada a óleo, utilizado nos motores PureTech.
No novo motor, a Peugeot abandonou esse sistema e adotou uma corrente de comando mais robusta, considerada mais durável e confiável.
Com essa alteração, a marca também conseguiu aumentar os intervalos de manutenção. Agora, as revisões passam a ser feitas a cada dois anos ou cerca de 25 mil quilômetros, enquanto os motores PureTech exigiam manutenção anual.
Essa mudança deve reduzir custos de manutenção e aumentar a confiança dos proprietários no longo prazo.
Base para futuros modelos híbridos
Apesar de inicialmente chegar em versões totalmente a combustão, o novo motor também foi pensado para futuras eletrificações.
Ele deverá servir como base para diferentes tipos de motorização híbrida dentro do grupo Stellantis, incluindo:
sistemas mild hybrid
versões plug-in hybrid
possíveis full hybrids no futuro
Isso mostra que, mesmo com o avanço dos carros elétricos, os motores a combustão ainda têm espaço, principalmente quando combinados com tecnologias de eletrificação.
Uma nova fase para os motores da Peugeot
O lançamento desse novo motor marca uma transição importante para a Peugeot e para o grupo Stellantis. Em vez de abandonar completamente os motores a combustão, as montadoras estão investindo em propulsores mais eficientes, limpos e duráveis.
Com melhorias em eficiência, manutenção e tecnologia, o sucessor do PureTech promete ser uma solução mais moderna para os próximos anos — especialmente enquanto o mercado global ainda caminha, gradualmente, rumo à eletrificação total.
Para quem acompanha o setor automotivo, a mensagem é clara: os motores a combustão ainda não disseram sua última palavra.


