O preço despencou? Caminhonete 'Raça Forte' perde 35% após 4 anos e vira achado na faixa dos R$ 130 mil

Ranger Black perde 35% do valor e aparece na faixa dos R$ 130 mil. Conheça o motor diesel, os equipamentos e veja se vale a pena.

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Equipe Seu Carro Usado

7/13/20264 min read

Ford Ranger Black usada com motor diesel fotografada em ambiente externo
Ford Ranger Black usada com motor diesel fotografada em ambiente externo

Imagine entrar no mercado de usados com o orçamento de um SUV compacto zero quilômetro e sair dirigindo uma picape média a diesel, automática e cheia de presença. Parece improvável, mas a desvalorização da Ford Ranger Black abriu justamente essa possibilidade para quem procura um veículo robusto sem gastar mais de R$ 200 mil.

Lançada oficialmente no Brasil em março de 2021, a picape chegou a um momento interessante entre os seminovos. Após quatro anos, acumulou uma desvalorização próxima de 35% em relação ao preço original. Hoje, há anúncios entre R$ 123 mil e R$ 140 mil, embora boa parte das ofertas se concentre na faixa dos R$ 130 mil. Para quem não precisa enfrentar trilhas pesadas, a queda no preço merece atenção.

A Ranger Black nasceu com uma proposta diferente

A história da Ford Ranger Black começou antes mesmo de sua chegada às lojas. O modelo apareceu como conceito no Salão do Automóvel de São Paulo de 2018 e chamou tanta atenção do público que a Ford decidiu transformar a ideia em um veículo de produção três anos depois.

Só que havia uma diferença importante. Em vez de criar uma caminhonete pensada principalmente para fazendas, lama e trilhas complicadas, a marca apostou em uma picape de perfil urbano, voltada para quem queria o porte da Ranger no uso cotidiano.

O visual reforçava essa personalidade. Os cromados tradicionais deram lugar a detalhes em preto fosco e brilhante na grade frontal, rodas de liga leve, estribos laterais e santantônio exclusivo. O resultado foi uma caminhonete sofisticada e agressiva, feita para chamar atenção nas ruas.

Interior da Ford Ranger Black com bancos em couro, câmbio automático e central SYNC 3
Interior da Ford Ranger Black com bancos em couro, câmbio automático e central SYNC 3

Motor diesel e tração 4x2 dividem opiniões

É na parte mecânica que aparece a característica mais polêmica da Ranger Black das linhas 2022 e 2023. Sob o capô está o conhecido motor 2.2 Turbodiesel de 160 cv, combinado ao câmbio automático de seis marchas. Porém, a tração é exclusivamente 4x2 traseira.

Para quem pretende enfrentar lama e terrenos mais exigentes, a ausência do sistema 4x4 pode pesar. Por outro lado, essa configuração combina com a proposta urbana da versão e contribui para um consumo interessante. Na estrada, a picape pode superar os 12 km/l.

Para aumentar a segurança, a Ford incluiu recursos eletrônicos importantes:

  • Controle de estabilidade e tração AdvanceTrac, que atua nos freios e no torque para evitar derrapagens.

  • Assistente de partida em rampas, que impede a picape de recuar nas subidas.

  • Modos eletrônicos de condução, que ajustam as respostas em pisos de menor aderência.

Por dentro, conforto e tecnologia ainda convencem

Ao abrir a porta da Ranger Black usada, fica fácil entender por que o modelo continua despertando interesse. A cabine traz bancos e volante revestidos em couro escuro, além de ar condicionado digital de duas zonas, criando um ambiente confortável para a rotina e viagens mais longas.

No painel está a central multimídia SYNC 3 de 8 polegadas, com espelhamento por cabo e comandos intuitivos. Existe, porém, um detalhe importante: alguns proprietários instalaram telas verticais paralelas para deixar a cabine parecida com a nova geração.

O equipamento original de fábrica é horizontal e integrado ao painel. Por isso, antes da compra, vale conferir possíveis modificações, histórico de manutenção e procedência da unidade.

Garagem ShopGaragem Shop
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A queda de preço fez a Ranger Black valer a pena?

É aqui que os números ficam mais interessantes. Enquanto unidades usadas aparecem anunciadas entre R$ 123 mil e R$ 140 mil, com preços frequentemente na casa dos R$ 130 mil, o modelo zero quilômetro atual ultrapassa os R$ 242 mil na tabela cheia.

Naturalmente, a decisão depende do perfil do motorista. Quem precisa enfrentar terrenos extremos provavelmente deve procurar uma picape 4x4. Mas para uma rotina entre avenidas, shoppings, rodovias e eventuais estradas de terra, a Ranger Black entrega uma combinação atraente.

O comprador leva para casa chassi de picape média, motor diesel, câmbio automático, cabine confortável e visual imponente, pagando o preço de alguns SUVs compactos novos.

No fim, a desvalorização que pesou no bolso do primeiro proprietário pode trabalhar a favor de quem compra agora. Com uma boa pesquisa e vistoria cuidadosa, a Ranger Black mostra como uma caminhonete que perdeu 35% do valor pode se transformar em um interessante achado na faixa dos R$ 130 mil.

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