Hilux cabine dupla usada: qual ano comprar, prós, contras e custos
Guia definitivo da Hilux cabine dupla usada: melhores anos e versões, pontos de atenção, custos, consumo e dicas para pagar o preço certo.
Equipe Seu Carro Usado
8/22/20255 min read


Resumo rápido (para quem está com pressa)
Melhores anos “custo x benefício”: 2016–2019 (evolução de conforto e segurança) e 2021 em diante (acerto de desempenho e equipamentos).
Versões queridinhas do trabalho: SR 2.8 4x4 (manual ou AT) e SRV 2.8 AT.
Por que comprar: robustez, liquidez alta na revenda, peças fáceis, bom torque para carga/reboque.
Pontos de atenção: uso severo (obra/campo), histórico de manutenção comprovado, pneus/rodas fora de medida, e rotina de regeneração do DPF em trajetos curtos.
Quanto pagar: baseie-se na FIPE e no estado do carro. Calcule o valor justo com a nossa Calculadora de Avaliação de Carro Usado.
Por que a Hilux segura valor?
A Hilux é sinônimo de confiabilidade. No mercado de usados, isso vira revenda rápida e preços firmes. Ela entrega:
Durabilidade de chassi, suspensão e trem de força;
Rede grande de assistência e peças com boa disponibilidade;
Procura constante por quem precisa trabalhar (obra, agro, cidade) e por famílias que valorizam segurança e posição de dirigir.
Resultado: quem compra certo, vende fácil — e perde pouco.
Anos e gerações: o que muda de verdade?
Abaixo, um panorama prático dos anos mais populares nas lojas:
Dica: na prática, 2016–2019 costumam oferecer o melhor equilíbrio entre preço, equipamento e conforto. Se o orçamento permitir, 2021+ acrescenta sofisticação e segurança, enquanto 2012–2015 atende a quem quer gastar menos com algo bem conhecido e robusto.
Quais versões valem mais a pena?
SR 2.8 4x4 (manual ou automática): pacote simples e robusto, ótimo para trabalho, fácil de manter e vender.
SRV 2.8 AT: mais conforto e itens (multimídia, bancos, câmera), muito buscada por quem usa no dia a dia e viaja.
SRX 2.8 AT: topo de linha, excelente para quem quer conforto e segurança no limite; custo maior de compra/seguro.
Flex 2.7: preço de entrada menor, mas consumo superior; serve para trajetos urbanos sem carga pesada.
Consumo real (estimativas do dia a dia)
Os números variam por trânsito, peso, pneus e pé do motorista, mas como referência:
2.8 turbo diesel AT: ~ 9–10 km/l na cidade e 10–12 km/l na estrada.
3.0 diesel (2012–2015): ~ 8–9,5 km/l cidade e 9–11 km/l estrada.
2.7 Flex: ~ 5,5–7,5 km/l cidade e 7–9 km/l estrada (gasolina).
Pneus AT (todo-terreno), rack, bagageiro e lift aumentam consumo. Em uso urbano curto com diesel, faça a regeneração do DPF (leia abaixo) para manter o sistema saudável.
Custos de manutenção e peças (estimativas)
Seguro: pode variar muito por CEP/perfil, mas prepare R$ 4.000–8.000/ano nas versões diesel AT mais equipadas.
IPVA: alíquota varia por estado; consulte a % local e aplique ao valor venal.
DPF: o que saber (diesel 2.8)
Em trajetos curtos de cidade (aplicativo, entregas rápidas), o DPF pode não completar a regeneração. Dicas:
Faça rodadas de 15–20 min em vias rápidas a rotações levemente mais altas quando o carro solicitar a regeneração.
Abasteça diesel S10 de bandeira confiável.
Luz acesa no painel pedindo atenção ao DPF pede ação imediata (ver manual). Ignorar pode sair caro.
Checklist para comprar sem dor de cabeça
Histórico real de manutenção (carimbo, notas, serviços críticos em dia).
Uso anterior: obra/mineração/campo? Procure sinais de poeira excessiva, batidas em assoalho/chassi e torção de carroceria.
Suspensão: sem folgas, rangidos, amortecedores estourados; teste em piso irregular.
Direção e freios: curso do pedal, ABS/ESP sem falhas, puxando para o lado?
Caixa automática: engates suaves, sem trancos; trocas no tempo certo. Em manual, observe embrenagem alta ou trepidações.
Pneus: medição de sulco e desgaste uniforme (indica geometria ok).
Elétrica: faróis, sensores, câmera, multimídia, airbags sem falhas no painel.
Reboque: sinais de bola de engate muito usada (arranhões, chicote adicional); avalie esforço do trem de força.
Lataria e estrutura: diferença de tonalidade, soldas fora do padrão, seladores irregulares e parafusos de capô/portas marcados.
Documentação: laudos de sinistro, leilão, alienação/gravame e multas; emita certidões e confira chassi.
Antes de fechar, rode com o carro aquecido, pegue subida longa e rodovia. Teste com carga se possível.
Qual ano comprar? Cenários comuns
“Quero gastar menos e rodar bastante em estrada/obra”
2012–2015 3.0 diesel bem conservada. Mecânica simples, peças abundantes. Atenção a desgaste de uso severo.
“Quero conforto para família e trabalho, e revenda fácil”
2016–2019 2.8 SR/SRV. É o doce-spot do mercado: já moderna, ainda acessível, e com muita procura.
“Quero segurança e recursos atuais”
2021+ SRV/SRX. Custará mais, mas agrega direção mais refinada, ADAS nas altas e conectividade melhor.
“Rodo pouco, mais cidade, sem carga pesada”
2.7 Flex. Compra mais barata, porém consumo maior. Faça as contas com o seu uso.
Quanto pagar (e como negociar)
Use a FIPE como referência, não como preço obrigatório. Quilometragem, estado e pacote de versão pesam muito.
Compare anúncios reais de mesma versão/ano/estado na sua região.
Leve o carro para vistorias particulares (estrutura/motor/numeração).
Aplique descontos objetivos: pneus no fim, revisões pendentes, funilaria, para-brisa, acessórios improvisados.
Teste e documente tudo em laudo para embasar a proposta.
💡 Para chegar ao preço justo, rode simulações na nossa Calculadora de Avaliação de Carro Usado e consulte nosso guia de Tabela FIPE na prática.
Vale a pena chipar ou levantar a suspensão?
Reprogravação/chip: pode aumentar torque, mas pode afetar emissões/garantia e a saúde do trem de força a longo prazo. Seguradoras podem restringir.
Lift/rodas maiores: visual e ângulo de ataque melhoram, mas pioram consumo, frenagem e podem gerar ruído/desgaste de suspensão. Se fizer, homologue e acerte geometria.
Erros que derrubam valor na revenda
Misturar pneus (duas marcas/medidas) e atrasar revisões;
Acessórios “gambiarra” (elétrica cortada, ligações sem relé);
Lataria mal reparada;
Manual/segunda chave perdidos;
Descuido com DPF (luz acesa ignorada).
Cuide desses pontos e você protege seu investimento.
Perguntas frequentes (FAQ)
Hilux Flex 2.7 vale a pena?
Vale para quem roda pouco, não precisa do torque do diesel e quer entrada de preço menor. O consumo é mais alto e a revenda é um pouco mais lenta que a diesel, mas em cidades com uso leve pode fazer sentido.
Manual ou automática para trabalho?
A automática é confortável no trânsito e protege embreagem em uso pesado/cidade. A manual dá controle fino em trilha/obra e pode ter manutenção pontual mais barata. No mercado, AT revende mais fácil.
4x4 é obrigatório?
Se você enfrenta lama, rampa com carga, obra ou estradas ruins, sim. Para uso 100% urbano, uma 4x2 bem calçada resolve — mas a 4x4 segura melhor valor e amplia público na revenda.
O que olhar no motor 2.8 diesel?
Troca de óleo no prazo, filtro de combustível em dia, qualidade do diesel, regeneração do DPF ok e ausências de luzes de anomalia no painel. Em teste, o motor deve encher cedo e o câmbio trocar liso.
Conclusão
A Hilux cabine dupla usada continua um dos investimentos mais seguros entre as picapes. Se você busca um meio-termo perfeito entre trabalho e família, mire 2016–2019 (SR ou SRV). Se quer o pacote mais atual de conforto e segurança, 2021+ entrega. Compre com histórico comprovado, revise DPF e suspensão, e precifique com método: FIPE + estado + mercado.
📌 Próximo passo: rode simulações na Calculadora de Avaliação de Carro Usado e leve sua lista deste guia para a vistoria.
Leituras recomendadas

