Kia Soul usado: vale a pena comprar o SUV diferente da Kia em 2025?
O Kia Soul usado é boa compra em 2025? Veja versões, consumo, manutenção, defeitos comuns, preço justo, checklist e como negociar sem cair em cilada.
Equipe Seu Carro Usado
8/20/20257 min read


Introdução: o “quadradinho” que virou alternativa inteligente
O Kia Soul nunca foi um carro “de massa” no Brasil — e justamente por isso ele ganhou um nicho fiel. O visual quadradão, a posição de dirigir alta e a cabine espaçosa deram ao Soul uma identidade própria. Em 2025, com o orçamento dos compradores apertado, ele reaparece nos classificados como jeito diferente de ter um “SUV urbano” gastando pouco na compra.
Mas será que o Kia Soul usado compensa de verdade? Depende do seu perfil. Neste guia, destrinchamos versões, consumo, custos de manutenção, defeitos recorrentes, pontos para inspeção, preço-alvo e estratégia de negociação. No fim, você sai com uma decisão clara — e com as cartas certas para fechar negócio.
Dica: na hora de avaliar o preço pedido, abra a nossa calculadora de avaliação de carro usado em uma aba. Ela te dá referência para ancorar a proposta.
Por que o Soul ainda chama atenção no usado
Três motivos explicam o apelo do Soul hoje:
Ergonomia e visibilidade: a posição de dirigir é mais alta que a de um hatch, ajudando no trânsito e nas manobras.
Espaço e versatilidade: apesar de compacto por fora, o interior é amplo e com teto alto; banco traseiro acomoda bem adultos.
Preço de entrada competitivo: por não ser um “queridinho” do mercado, costuma ser encontrado com preços abaixo de SUVs modinha do mesmo período.
Concorrentes que você também deveria olhar: Honda Fit (pela versatilidade), Nissan Livina (pelo espaço) e SUVs compactos mais antigos como EcoSport e Tucson (pelo valor similar). Para inspiração de opções com posição de dirigir mais alta, vale ler: Carros altos e baratos: conforto e visibilidade.
Versões e motores: 1.6 x 2.0 (e por que isso muda tudo)
O Soul passou pelo Brasil com duas receitas principais:
1.6 flex (manual ou automático): foco em economia e custo de uso. Atende muito bem a rotina urbana, sem pretensão esportiva.
2.0 flex automático: entrega mais fôlego em estrada e carro cheio; pede atenção maior ao consumo e ao seguro/pneus.
Na prática, o 1.6 agrada quem roda majoritariamente na cidade e quer custo previsível. O 2.0 faz sentido para quem viaja, pega serra ou carrega família e bagagem com frequência.
Tabela-resumo das versões
Consumo realista e comportamento na cidade/estrada
As médias variam por relevo, combustível e jeito de dirigir, mas como linha de base dá para esperar algo assim:
Soul 1.6: cidade 7,5–9 km/l, estrada 10–12 km/l (gasolina).
Soul 2.0: cidade 6,5–8 km/l, estrada 9–11 km/l (gasolina).
Na cidade, o 1.6 é suficiente e suave. Em rodovia, o 2.0 traz tranquilidade extra em ultrapassagens. A aerodinâmica “caixote” cobra um pequeno pedágio em consumo em velocidade de cruzeiro, mas nada que inviabilize a compra.
Para dominar a conta do custo mensal, abra depois: Custo carro por mês: IPVA, seguro, combustível e mais.
Manutenção e peças: o que pesa e o que não pesa
Itens de desgaste (óleo, filtros, velas, pastilhas, discos) têm valores compatíveis com SUVs compactos/médios da mesma época. Suspensão demanda atenção em carros que rodaram em piso ruim: bieletas, buchas e amortecedores podem aparecer na sua lista nos 80–100 mil km.
Peças de acabamento e componentes específicos (faróis, alguns itens de painel) existem, mas podem exigir pesquisa em distribuidores e importadores — planeje tempo e orçamento. Em compensação, o carro tem mecânica robusta e não é famoso por “quebrar do nada”.
Seguro: costuma ser mais alto que o de compactos nacionais — especialmente no 2.0 automático —, refletindo perfil de público, valores de peças e histórico do modelo. Simule com seu CEP e perfil para não ter surpresa.
Antes de fechar, rode com o vendedor até uma oficina de confiança e faça pré‐compra. Se o orçamento apontar itens pendentes, você já tem uma base para negociação — veja nosso passo a passo em Como negociar o preço de um carro usado e economizar na compra.
Defeitos e “manhas” mais comuns no Soul usado
Ninguém compra usado sem lista de atenção. No Soul, monitore:
Suspensão dianteira: ruídos em piso irregular são comuns de desgaste; cheque bieletas, buchas e coxins.
Acabamento interno: verifique forrações, trilhos de banco, plásticos de painel/console e funcionamento de botões.
Sistema elétrico básico: travas, vidros, retrovisores, faróis/DRL e iluminação interna.
Ar-condicionado: teste pressão/temperatura e atuação do compressor; em alguns usados, a manutenção foi empurrada.
Direção / alinhamento: volante desalinhado ou carro “puxando” pode revelar pancada de roda, junta batida ou pneu irregular.
Histórico de manutenção: peça nota/OS; sem papel, desconto.
Pneus e rodas: o 2.0 costuma usar medidas maiores; pneus caros entram na conta. Examine bolhas/rasgos e o estado do estepe.
Se a unidade for blindada, some inspeção de vidros (delaminações), mantas (descolamentos), portas (peso/fechamento) e documentação específica. Blindados podem ser boas compras, desde que muito bem verificados.
Quanto pagar (e como não se perder na planilha)
Os preços flutuam bastante por região, conservação e quilometragem. Em vez de uma “tabela fixa”, o que funciona é:
Mapear 5 a 8 anúncios comparáveis (mesmo motor/ano/estado).
Levar o carro à pré‐compra.
Somar os pendentes (pneus, suspensão, ar/serviços atrasados).
Propor desconto de 70–80% desse total (porque parte do serviço melhora o ativo do vendedor também).
Fechou vistoria? Traga o número para a mesa. E sempre amarrage a proposta ao PIX/transferência “hoje” (validade curta): acelera a aceitação.
Estratégia de negociação que funciona
Comece pelo histórico: “Você tem as três últimas notas de revisão?”
Aponte itens técnicos com documento: “Suspensão dianteira vai precisar de X e Y, pneus estão a 40%.”
Mostre o número ancorado: com a calculadora aberta, mostre a faixa de mercado e os custos levantados na pré‐compra.
Feche com condição clara: “Faço R$ X à vista hoje, considerando que eu vou assumir pneus e suspensão.”
Se for financiar, já traga a simulação do simulador de financiamento para não perder o timing.
Soul 1.6 ou 2.0: qual combina com você?
Vai rodar majoritariamente na cidade, deslocamentos de até 15 km e sem família grande? 1.6 te atende e te cobra menos por km.
Faz estrada com frequência, pega serra, anda sempre com 3–4 pessoas e bagagem? 2.0 vale o consumo extra — e entrega aquele “fôlego” nas ultrapassagens.
Se a ideia for comprar para revender em 6–12 meses, foque em unidades muito bem conservadas, com baixa quilometragem para o ano e revisões carimbadas. Anúncio com fotos limpas, descrição honesta e preço certo reduz o tempo de venda (veja também Vender carro usado: particular ou plataforma? O que dá mais lucro).
Checklist de inspeção (leve no bolso)
Motor/OBD: leia códigos, zere, rode 20–30 min e verifique se voltam luzes de injeção/ABS.
Ar-condicionado: temperatura no difusor, acionamento do compressor e ruídos ao ligar.
Suspensão: em paralelepípedo, ouça tocos/ferros; suba o carro para ver coifas, buchas e vazamentos.
Direção/freios: teste em via segura — o carro deve frear reto; vibração no volante indica disco empenado.
Elétrica e multimídia: todos os comandos, inclusive USB/Bluetooth/câmera (se houver).
Estrutura/lataria: diferenças sutis de tom, “névoa” de pintura, parafusos de para-choque/capô com tinta quebrada = desmontagem.
Documentação: multas, IPVA, gravame e se há alienação ativa — temos guias úteis:
Tabela de “custos que pesam” (para planejar orçamento)
Conclusão: o veredito do Kia Soul usado em 2025
Se você quer posição alta, espaço honesto e personalidade, o Kia Soul usado continua uma aposta inteligente — especialmente o 1.6 para vida urbana e o 2.0 para quem pega estrada carregado. Ele pede do comprador organização (pré‐compra e pesquisa de peças específicas) e frieza na negociação (levar pendências para a mesa). Em troca, entrega um carro confortável, prático e diferente do lugar-comum — sem estourar o orçamento.
Próximo passo:
Veja quanto vale o seu atual na calculadora de avaliação.
Se for financiar, passe o lápis no simulador de financiamento.
Leituras recomendadas
FAQ – Kia Soul usado (2025)
1) O Kia Soul tem manutenção cara?
Itens de desgaste seguem preços de mercado. O que pode pesar é peça específica e acabamento, que às vezes exigem garimpo em distribuidores/importadores. Planeje tempo e orçamento.
2) Qual versão escolher: 1.6 ou 2.0?
1.6 para uso urbano e foco em custo por km. 2.0 para estrada, serra e carro sempre cheio. O 2.0 gasta mais e usa pneus maiores.
3) É difícil revender um Soul?
A liquidez é média, menor que a de compactos de grande volume. Preço certo + fotos boas + histórico na mão reduzem o tempo de venda.
4) Seguro do Soul é caro?
Geralmente mais alto que o de compactos nacionais, principalmente no 2.0. Cotar com seu perfil/CEP é indispensável.
5) Vale a pena pegar um Soul blindado?
Pode valer, mas exige inspeção de blindagem (vidros, mantas, portas) e documentação. Some o custo de pneus e freios à conta.
6) Quais são os “calcanhares de Aquiles”?
Suspensão dianteira (bieletas/buchas), acabamento interno em algumas unidades e pneus caros no 2.0. Nada crítico se você precificar isso na compra.
7) O 1.6 dá conta na estrada?
Para duas pessoas e bagagem leve, sim. Com carro cheio e serra, o 2.0 entrega bem mais tranquilidade.
8) Etanol ou gasolina: qual compensa?
Use a regra dos 70%. Se o preço do etanol for ≤ 70% do da gasolina, tende a valer a pena.
9) Que documentos eu confiro para não cair em cilada?
Multas, IPVA e gravame/alienação. Se houver financiamento ativo, não transfere até quitar — veja O que é gravame e Carro alienado.
10) O Soul tem bom custo-benefício?
Para quem gosta do design, quer posição alta e preço de entrada amigável, sim. Só compre com pré‐compra feita e números na mesa.