Transferência de veículo: taxas, valor e como fazer no Detran em 2025

Transferência de veículo em 2025: veja documentos, taxas, prazos, como fazer no Detran (SP, MG e outros), erros comuns e modelos de recibo/contrato.

Equipe Seu Carro Usado

8/26/20255 min read

Assinatura de recibo de carro em cartório com chave sobre a mesa em ângulo de 45 graus
Assinatura de recibo de carro em cartório com chave sobre a mesa em ângulo de 45 graus

Comprar e vender carro usado vai muito além de combinar preço. Sem a transferência de propriedade feita corretamente no Detran, começam os problemas: multas chegando para o antigo dono, cobrança indevida de IPVA e risco jurídico em caso de acidente. Este guia atualizado para 2025 explica, de forma direta, quanto custa, quais documentos levar, qual é o prazo, como fazer (incluindo diferenças de SP e MG) e os erros que mais reprovam a transferência — com checklists prontos para você usar no balcão do cartório ou na tela do Poupatempo.

Antes de fechar negócio, alinhe o preço com o custo real pós-compra. A Calculadora de Avaliação de Carro Usado ajuda a chegar ao valor justo, considerando pneus, suspensão, elétrica e itens pendentes. É melhor negociar com números do que com achismo.

Por que a transferência é indispensável

Transferir o veículo no Detran oficializa que o novo proprietário assume obrigações: multas, IPVA, licenciamento e responsabilidades civis. Se você não transfere, o carro continua vinculado ao vendedor no cadastro. Resultado? multas e impostos cobrados da pessoa errada, pontos na CNH do antigo dono, bloqueios para vender no futuro e, em caso de sinistro, dor de cabeça jurídica.

Se ainda tem dúvidas sobre o conjunto de papéis, confira a lista completa de documentos necessários para comprar ou vender.

Prazo e penalidades em caso de atraso

  • Prazo padrão: 30 dias corridos a partir da assinatura do recibo (CRV/ATPV-e).

  • Atraso: infração grave (5 pontos), multa prevista no CTB e possibilidade de retenção do veículo até regularização.

  • Alguns estados podem aplicar taxas adicionais quando há vencimento.

Dica de contrato: inclua uma cláusula em que o comprador se compromete a enviar o comprovante de protocolo da transferência (número do processo) em até X dias. Se o negócio envolver financiamento, leia como fazer a transferência de financiamento sem dor de cabeça.

CRV, CRLV-e e ATPV-e: o que é cada coisa

  • CRV (Certificado de Registro de Veículo): “recibo” em papel, ainda válido para veículos mais antigos.

  • CRLV-e (Certificado de Registro e Licenciamento – eletrônico): documento anual digital de porte.

  • ATPV-e (Autorização para Transferência de Propriedade – eletrônica): a versão digital do recibo usada em veículos que já migraram para o sistema eletrônico.

Qual usar?
Se o veículo ainda tem documento antigo em papel, transfere com CRV. Se já está no digital, primeiro emita a ATPV-e no portal do estado, preencha, reconheça firmas e siga para vistoria e protocolo.

Documentos necessários (checklist do comprador e do vendedor)

Do vendedor

  • CRV preenchido e assinado ou ATPV-e emitida, com firmas reconhecidas conforme regra do estado.

  • Documento pessoal (RG/CPF ou CNH).

  • Quitação de IPVA, multas e licenciamento até a data da venda.

  • Baixa de gravame se havia financiamento. Se não sabe por onde começar, veja o que é alienação fiduciária e como remover.

  • Em caso de pessoa jurídica, leve contrato social/estatuto e documento do representante.

Do comprador

  • Documento pessoal (RG/CPF ou CNH).

  • Comprovante de endereço recente (exigência varia).

  • Laudo de vistoria (empresa credenciada/EVC).

  • Guias de taxas do Detran pagas.

  • Após deferimento, emissão do CRLV-e no app/portal.

Quando a outra parte “desaparece” (não reconhece firma, não entrega documento), há saídas legais. Entenda os caminhos em o que fazer quando o comprador some.

Quanto custa transferir (valores de referência 2025)

Os valores variam por estado e sofrem ajustes ao longo do ano, mas a composição costuma incluir:

  1. Taxa de transferência do Detran;

  2. Vistoria veicular (EVC credenciada);

  3. Reconhecimento de firmas em cartório;

  4. Eventual emissão de novo documento;

  5. Taxas extras (ex.: segunda via, placa, restrições).

Faixas típicas (2025):

  • Taxa de transferência: R$ 180–260

  • Vistoria: R$ 120–200

  • Cartório (firmas): R$ 80–150

  • Total estimado: R$ 420–560

Quer um raio-X de custos e pegadinhas por estado? Aprofunde em transferência de carro usado em 2025: custos, documentos e riscos.

Passo a passo para transferir (fluxo geral)

  1. Negociação fechada → combine quem paga cada item, prazo para reconhecer firma e data-limite para protocolar.

  2. Emitir ATPV-e (veículos digitais) ou conferir CRV (papel) com todos os campos corretos.

  3. Reconhecer firmas (vendedor e, quando exigido, comprador).

  4. Quitar débitos (IPVA, multas) e pagar taxas do Detran.

  5. Fazer vistoria em EVC credenciada (numeração de chassi/motor, estrutura, iluminação, pneus etc.).

  6. Protocolar a transferência no Detran (presencial/Poupatempo ou online, conforme o estado).

  7. Acompanhar o processo no portal e emitir o CRLV-e no nome do comprador.

  8. Conferir dados (nome, endereço, placa, chassi) e guardar o comprovante.

Dica prática: leve originais e cópias; alguns estados retêm cópia no protocolo. Para evitar vaivém, confira este checklist de documentos para transferir carro.

SP x MG: diferenças que afetam o seu tempo

Detran SP (inclui Poupatempo)

  • Fluxo altamente digitalizado: emissão de guias, agendamento e CRLV-e online.

  • Vistoria obrigatória em EVC credenciada.

  • Transações com procuração exigem poderes claros para alienar e firma reconhecida.

  • Em cidades com Poupatempo, o tempo de atendimento costuma ser mais ágil.

Detran MG

  • Também exige vistoria em EVC.

  • Em algumas cidades, a agenda de protocolos é concorrida; organize-se com antecedência.

  • Fique atento a restrições administrativas (baixa de bloqueios, regularizações) antes do protocolo.

Se a negociação envolver a cessão do financiamento, o fluxo muda. Veja o passo a passo em como transferir financiamento.

Situações especiais (o que muda)

Carro financiado (alienação fiduciária)
Para vender, é preciso quitar e baixar o gravame antes da transferência. Quando a ideia é “passar o financiamento” para outra pessoa, é necessária anuência da financeira (processo próprio, com análise de crédito). Entenda os detalhes em transferência de financiamento: como fazer.

Carro de leilão
Exija a documentação do leiloeiro, verifique restrições judiciais e redobre a atenção na vistoria estrutural. Para decidir com segurança, leia é seguro comprar carro de leilão? e veja a documentação de leilão que vem diferente.

Venda por procuração
A procuração deve ser pública e com poderes específicos para alienar. Muitos cartórios exigem reconhecimento por autenticidade.

Compra em outra UF (mudança de estado/município)
Além da transferência, pode haver comunicação de endereço e, às vezes, emplacamento no novo município. A placa Mercosul simplificou o processo, mas ainda existem particularidades locais.

Falecimento do proprietário
Sem inventário (ou alvará judicial), o Detran não transfere. Regularize a sucessão antes.

Erros que mais reprovam (e como evitar)

  1. Assinatura divergente do padrão do cartório → prefira reconhecimento por autenticidade quando houver dúvida.

  2. Rasuras no CRV → emita 2ª via ou gere ATPV-e correta; documento rasurado é caminho certo para indeferimento.

  3. Débitos pendentes (multas/IPVA) → quite antes do protocolo.

  4. Vistoria reprovada por itens simples (lâmpada queimada, pneu careca, numeração ilegível) → faça pré-check em oficina.

  5. Gravame ativo (financiamento) → solicite a baixa ao banco.

  6. Prazo estourado → protocole o quanto antes; multa + pontos pesam no bolso e na CNH.

  7. Dados divergentes (nome, CPF/CNPJ, endereço) → revise antes de pagar guias.

Na hora do pagamento entre particulares, fuja de golpe. Entenda como evitar comprovante falso em golpe do falso depósito: como se proteger.

Fluxo sugerido (roteiro em 5 etapas)

  1. Dia 0 (negócio fechado): emitir ATPV-e ou checar CRV; combinar divisão de custos; agendar cartório.

  2. Dias 1–2: reconhecer firmas; pagar guias (transferência, vistoria).

  3. Dias 3–5: realizar vistoria; corrigir pendências.

  4. Dias 6–10: protocolar no Detran/Poupatempo; acompanhar online.

  5. Até dia 30: emissão do CRLV-e no nome do comprador; enviar cópia ao vendedor.

Se uma etapa travar (ex.: baixa de gravame), documente tudo e ajuste o cronograma para não perder prazos de outras exigências.

Tabela rápida: o que custa e por quê

Conclusão

Transferir veículo em 2025 é um processo simples quando você respeita prazo, documentação e vistoria. Em casos com financiamento, leilão ou mudança de estado, as etapas mudam — e é aí que os detalhes fazem diferença. Se bateu insegurança com custos e burocracias, volte aos guias de apoio citados ao longo do texto, começando por custos, documentos e riscos da transferência e pela lista de documentos necessários.

Antes de protocolar, rode o preço na Calculadora de Avaliação e negocie com números — é assim que você evita pagar caro no cartório.